Livro apresenta modelo de planejamento com foco evolutivo

Planejamento é uma palavra que integra o vocabulário de dez entre dez gestores, justamente por ser essencial para o sucesso de uma empresa. Fugindo do planejamento estratégico com foco materialista e incorporando conhecimentos da conscienciologia – movimento que trata do estudo abrangente da consciência – o professor Ricardo Dias desenvolveu o modelo de Planejamento Estratégico Evolutivo (PEE).

A vantagem do modelo, segundo o docente, é possibilitar às organizações, por meio da inclusão de valores evolutivos em suas estratégias, o desenvolvimento dos públicos envolvidos (comunidade, clientes, funcionários, acionistas, fornecedores e todos os interessados) e, ao mesmo tempo, o seu crescimento com lucratividade.

Para compartilhar o modelo, o professor da Escola de Gestão e Negócios da PUC Goiás lança nesta sexta-feira, 21, seu segundo livro, Planejamento Estratégico Evolutivo (Escolar Editora/Decklei, 2016), durante a segunda edição do Congresso de Ciência e Tecnologia da universidade. Para trabalhar o tema, o lançamento contará ainda com palestra seguida de debate, às 14 horas, no Auditório da Área 1, no Setor Leste Universitário. No lançamento, a obra terá o valor promocional de R$ 35.

Ao PUC Notícias, Ricardo Dias concedeu entrevista exclusiva sobre o processo de criação do livro e alguns dos conceitos que trabalha em suas 208 páginas. Confira:

PUC Notícias: Professor, neste livro o senhor relaciona os conceitos do planejamento estratégico com a conscienciologia. Quando começou a relacionar esses conhecimentos?

Ricardo Dias: O modelo estratégico já trabalho há mais de 20 anos, mas a estratégia evolutiva foi a partir de 2014.

PN: Para fazer essa relação o senhor desenvolveu o modelo de Planejamento Estratégico Evolutivo (PPE). Qual o diferencial do modelo?

RD: O modelo utiliza conceitos de ponta dos principais autores de planejamento estratégico e absorveu, também, os conhecimentos da conscienciologia, que possibilitam às pessoas desenvolverem evolutivamente. Pode-se dizer que o diferencial é a estratégia evolutiva, enquanto que os demais modelos trabalham apenas a estratégia clássica/materialista.

PN: Como acredita que as empresas evolutivas podem contribuir com o dia a dia das pessoas? Essa mudança nas empresas pode gerar impacto positivo na nossa sociedade?

RD: Os impactos positivos envolvem todos os stakeholders: comunidade, clientes, funcionários, acionistas, fornecedores e todos os interessados. A estratégia elaborada tem em seu escopo os atributos evolutivos que passam a nortear as ações, os hábitos e a cultura da organização.

PN: No livro o senhor diz que, a partir da obra de Lourdes Pinheiro, escolheu sete atributos evolutivos – em uma lista de 250 valores evolutivos universais – para a criação do modelo. Por que selecionou vontade, cosmoética, pensene, autorganização, bioenergia, assistencialidade e pesquisa lúcida?

RD: O modelo possui vários requisitos, além dos sete atributos, mas os mesmos complementam o modelo acrescentando e potencializando a condição evolutiva. Busquei praticar vários atributos e, na minha visão teórica e prática, os sete são os que possibilitam a evolução mais rápida, desde que estejam integrados em processo sinérgico.

PN: Chama a atenção a questão da pesquisa lúcida. A pesquisa é, certamente, um dos pontos fundamentais para o planejamento de estratégias em diferentes níveis. Quais preocupações devem ser levadas em consideração para uma pesquisa ser considerada lúcida?

RD: A pesquisa lúcida consiste e preocupa-se com a busca de informações verdadeiras, éticas, carregadas de intencionalidade e de energias construtivas e boas. Possibilitando a formulação de modelos de negócios que realmente colaboram com a evolução dos envolvidos na organização.

PN: O senhor também fala da importância do envolvimento dos diferentes atores no processo (como colaboradores, gestores, fornecedores, parceiros e clientes). Acredita que esses stakeholders sejam, geralmente, deixados de lado?

RD: A maioria dos planejamentos estratégicos são voltados para os acionistas em detrimento dos demais atores participantes. Levam-se em consideração os demais somente como recursos necessários ao negócio. Isto induz a definição de estratégias em benefício de alguns e detrimento dos demais. Formando uma teia de manipuladores e manipulados. A estratégia evolutiva busca o melhor para todos.

PN: Por fim, gostaria que o senhor falasse um pouco do processo de criação do livro. Como surgiu a ideia? Quanto tempo investiu até que ele ganhasse vida?

RD: O Modelo foi construído há aproximadamente 10 anos, e traduzia o paradigma clássico/materialista. Vários planejamentos foram realizados utilizando o modelo. Há três anos fui introduzindo o paradigma evolutivo e adaptando o modelo para expressar a estratégia evolutiva.

 
Além de ser vendido com preço especial no evento de lançamento, o livro já pode ser encontrado na Livraria da PUC Goiás da Área 1 e na Livraria Leitura. Outras livrarias e o site polytechnica.com.br terão a obra nos próximos meses. O preço de capa é de R$ 50.