Interação entre educandos e voluntários marca encerramento do semestre no Alfadown

Apresentações artísticas dos educandos e voluntários marcaram o encerramento das atividades deste semestre do projeto Alfadown. A solenidade ocorreu no início da tarde desta terça-feira, 14, no auditório da Escola de Formação de Professores e Humanidades.

Criado em 22 de março de 2014, o Programa de Referência em Inclusão Social (PRIS), é um programa permanente de extensão da PUC Goiás, de caráter socioeducacional, que tem como objetivo agregar os trabalhos realizados nesta Universidade sob a perspectiva da inclusão e dialogar com diferentes instituições e movimentos sociais, a fim de contribuir com o debate acadêmico, a pesquisa e a transformação social.

Integra o PRIS o projeto A informática como processo facilitador da alfabetização de pessoas com Síndrome de Down (Alfadown), que tem o objetivo de facilitar a alfabetização e/ou inclusão digital de pessoas com Síndrome de Down, por meio de recursos da informática. O foco do trabalho é ampliar a aprendizagem e a participação dos atores sociais envolvidos: os educandos, na aquisição da linguagem escrita a partir do letramento digital e no desenvolvimento de habilidades sociais; os acadêmicos, na mediação e na aproximação de sua formação profissional e as famílias, no aprofundamento de seu repertório de incentivo ao desenvolvimento de seus filhos com Síndrome de Down.

A coordenadora do projeto, professora Luciana Novais de Oliveira, ao falar sobre a abrangência e importância do projeto, destacou que ele atinge toda a sociedade: “Nós atendemos crianças, adolescentes e adultos com Síndrome de Down e a proposta principal é promover a união e a inclusão dos educandos e os alunos da PUC, que são voluntários. O projeto é, portanto, importante para a Universidade, para os alunos e para a comunidade em geral”, explica.

O aluno do curso de Psicologia da PUC, Shio Augusto, conta que participa do projeto desde o 2º semestre de 2021 como voluntário e que, nesse intervalo, notou que sua percepção sobre a Síndrome de Down mudou radicalmente: “Eu tinha uma visão muito preconceituosa, admito. Foi um trabalho de desconstrução de preconceitos, de aprendizado, mudança, crescimento e amadurecimento. Eu passei a entender mais sobre a Síndrome de Down como também sobre como comunicar com as pessoas de uma forma mais social e cidadã”, explica. Shio disse ainda que a apresentação final do programa, vista hoje, é motivo para muito orgulho: “É resultado de uma conjunção de esforços muito positiva”, comemora.

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Texto: Marília de Paiva Siqueira, jornalista da Dicom