Comfort food é tendência em hospitais

Se tem uma forma de se referir mal à uma comida é dizer que parece “comida de hospital”. A expressão se refere a um tabu de que os cardápios em hospitais são sem sabor e sem tempero e, só de pensar, todo mundo quer passar longe. Mas é sempre assim? Um dos papeis do profissional da Nutrição é pensar nos cardápios dos pacientes que precisam auxiliar na recuperação e garantir o bem-estar de quem está internado.

Nesta quarta-feira, 18, o curso de Nutrição da PUC Goiás realiza, das 19h às 21 horas, oficina com o tema Comfort food: novo conceito para a comida de hospital, na Plataforma Microsoft Teams. A nutricionista e professora Marianne de Oliveira Falco vai compartilhar sua experiência na área e também como ceo da Nutrir Refeições Coletivas. O evento integra o Circuito Ciência em Casa.

Ela explica que a percepção de pacientes e familiares acompanhantes sobre a comida reduz a aceitação e a ingestão de alimentos, o que predispões desnutrição e outros quadros. “Alguns hospitais começaram a integrar o conceito confort food no serviço de nutrição e alimentação para superar este desafio”, explica.

O termo em inglês surgiu na década de 1990, nos Estados Unidos, e remete a uma comida que traz consigo o bem-estar. “Acreditamos que o nutricionista pode verificar preferências alimentares dentro da possibilidade do hospital e conduzir para que a alimentação traga uma lembrança agradável”, afirma Marianne, lembrando por exemplo a canja de galinha que lembra muitas vezes situações em que doentes foram cuidados por suas mães.

Para garantir a mudança, é preciso mudar do cardápio a forma em que o alimento é produzido, com uma equipe alinhada que entenda que “ o trabalho de alimentar é também cuidado com a vida de alguém”.  Na palestra ela vai falar como o trabalho da Nutrição pode ser conduzido para o acolhimento dos pacientes e transformar os resultados dos mesmos diante da internação.

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